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Banda Moinhos de Ventos

Banda Moinhos de Ventos

Por Laynna Feitoza

A tecnologia revolucionou o mercado fonográfico e muitas pessoas no mundo inteiro passaram a baixar e ouvir músicas pela rede mundial de computadores, mas o sonho de muitos cantores e bandas musicais ainda é a gravação de um CD. Construir um projeto que tenha uma boa aceitação do público e de fácil financiamento por empresas e gravadoras não é uma etapa muito fácil.

Mas para a banda Moinhos de Vento, formada há dois anos, tem sido um longo caminho. Com uma Ideia e várias composições eles têm driblado as dificuldades e com seus próprios subsídios estão realizando o desejo de ter o seu ‘cartão de visita’, o CD.

O saxofonista e produtor musical do grupo Caio Camargo explica que a Moinhos de Vento tem buscado outro modus operandi para que o disco seja confeccionado. “Primeiro compomos, gravamos e depois apresentamos ao nosso público. Se ele aceitar, partimos para a gravação do clipe”, conta. Ele também revela que esse processo ajuda a banda a divulgar o trabalho e na seleção do repertório.

Repertório em construção

O primeiro disco da banda Moinhos de Vento deve chegar às prateleiras no primeiro semestre de 2015, porém ainda está sem título definido, mas sendo preparado com muita atenção e muita dedicação do grupo.

Três composições já estão prontas, a primeira música do disco: ‘Beleza Brasileira’ que foi composta em parceria com o cantor Cileno para uma campanha publicitária de luta contra o câncer, a letra exalta a beleza dessa mulher, que não deve perder a auto-estima.

Já a segunda faixa, ‘Louco Olhar’ foi criada em parceria com a compositora-cantora Daniela Nascimento. A música fala de amor que pode surgir em locais inusitados como nas filas do banco e do supermercado através de um simples gesto, o olhar.

Outra faixa, ‘Recomeçar’ está em fase de gravação, foi composta pelo saxofonista e deve constar no setlistdo disco que ainda terá mais sete faixas produzidas pelos integrantes da Moinhos de Vento.

Dificuldades

Uma das grandes dificuldades do grupo tem sido a agenda  apertada. Por esse motivo, Rodrigo Torres, violonista da banda e também divide a produção coletiva do disco, explica que muitas das vezes eles não tem tido tempo nem para os ensaios. “Temos uma média de 30 shows por mês, tem dias que temos duas ou três apresentações. Isso tem prejudicado a execução desse projeto”, ressalta.

Mas a agenda apertada não é o único motivo, a falta de incentivos também tem prejudicado. Rodrigo conta que capitalizar um projeto na cidade de Manaus é muito complicado. “Temos um projeto de qualidade, mas falta patrocínio de empresas e leis que incentivem a produção local”.

Ele ainda explica que todo o processo criativo que inclui a mídia visual da banda é feito por eles. “Por não termos esse apoio temos que meter a mão na massa. Por exemplo, pela minha experiência com designer, assumi toda a parte gráfica do disco. A banda criou os arranjos. Tudo está sendo pago com o nosso dinheiro. Produzir um disco em Manaus exige sacrifícios”, diz.

Tendo em vista a grande mudança do hábito de ouvir a música, a rede social tem ajudado em muito a banda Moinhos de Vento, com isso toda a divulgação da banda é feita por estes canais. “Hoje quando lançamos uma música no Facebook rapidamente ela é compartilhada”, fala Rodrigo.

Caio Camargo fala da importância dos meios de comunicação na divulgação dos seus trabalhos. “A imprensa sempre dá aquele apoio. Nas entrevistas e matérias sobre música sempre estamos opinando sobre o nosso trabalho”, comemora.

Trajetória de sucesso

Criada em meados de 2012, a banda tem o objetivo de trabalhar música popular brasileira sempre criando novos arranjos e diversificando as suas apresentações. Caio conta que no inicio eles pensaram em um nome composto e no meio de uma das avenidas mais famosa da cidade: Constantino Nery, eles pensaram em algo que estivesse em constante movimento, dai surge Moinhos de Ventos.

A banda Moinhos de Ventos é formada atualmente por Caio Camargo (saxofonista e vocalista), Rodrigo Torres (violonista e vocalista), Netto Luz (contrabaixista) e Josias Junior (baterista). Alguns são autodidatas, mas com muita experiência na noite manauara.

Cada integrante emprega seu estilo musical à banda, Caio Camargo, por exemplo, curte um estilo de MPB menos popular. “Eu sempre gosto da música do lado B do disco, aquelas menos popular”, brinca. Já o Rodrigo Torres é eclético em seu gosto musical. “Posso gostar de axé, MPB, sambas. Quando estou no carro, se eu gostar da letra aprendo e levo ao público”, comenta

Eles contam que a banda ainda esta firmando uma identidade, gostamos de groovie. Então mesclamos o clássico com o popular e surge o som da banda. Mas sem deixar a música amazônica que é o grande destaque da cidade.


Confira algumas das músicas da banda Moinhos de Ventos acessando: www.soundcloud.com/moinhos-de-vento

 

Banda Moinhos de Ventos

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Fabrício Nunes, Especial para Ideias Editada , Produtor Cultural, assessor de imprensa e estudante de Comunicação Social

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