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Corpo de Dança do AM realiza temporada de apresentações em Pernambuco

Corpo de Dança do AM realiza temporada de apresentações em Pernambuco

Como parte do projeto Intercâmbios e Difusões Amazônicas, o Casarão de Ideias promove a apresentação de três obras do repertório do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) na cidade de Recife, de 14 a 23 de julho, no teatro Caixa Cultural. Intitulada “Um Norte Que Dança”, a iniciativa contará com a apresentação dos espetáculos “Cabanagem”, “A Sagração da Primavera” e “Milongas”.

Os programas acontecem em duas semanas: de 14 a 16 (“Cabanagem” – 14, “A Sagração da Primavera” – 15 e “Milongas” – 16) e de 21 a 23, seguindo a mesma ordem de apresentação, sempre às 20h. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada) e estarão à venda no dia anterior da primeira apresentação na semana, respectivamente dias 13 e 20 de julho, a partir das 10h e exclusivamente na bilheteria do espaço.

De acordo com o diretor do CDA, Getúlio Lima, todos os três trabalhos possuem um apelo popular forte. “Acredito que a empatia se dará pela preferência de cada pessoa que assistir aos espetáculos. Quem gosta de algo mais atual vai apreciar ‘Cabanagem’, quem gosta de algo mais identitário/regional vai curtir ‘Sagração da Primavera’ e quem gosta de uma dança mais virtuosística vai curtir ‘Milongas’. Tem para todos os gostos, mas a qualidade é presente em todos os trabalhos propostos pelo CDA”, garantiu.

Todas as produções fazem parte do repertório do grupo amazonense há alguns anos. Segundo o gestor do CDA, todo espetáculo passa por algum tipo de mudança quando acontece uma remontagem, e isso se dá pela mudança de elenco, maturidade dos intérpretes que já dançaram a obra anteriormente, readaptação para atender as necessidades de tempo e espaço de cada apresentação.

“São inúmeros fatores que determinam mudanças, mas o principal fator é a natureza da linguagem artística dança: ela acontece em eventos únicos, é efêmera, por mais que se repita o programa não será mais a mesma dança”, complementou.

Sobre o Intercâmbios e Difusões Amazônicas, o artista acredita que a relevância do projeto está na possibilidade de fazer produções do Amazonas escoarem para outros estados brasileiros.

“É poder viabilizar a circulação de espetáculos ou produtos artísticos que são feitos aqui. Ainda temos dificuldade com a visibilidade daquilo que é produzido aqui pela distância que temos do resto do país, tornando muito dispendioso qualquer projeto de circulação”, justificou.

Criado em 1998 pelo Governo do Estado do Amazonas para compor os corpos artísticos do Teatro Amazonas, o CDA conta com 16 integrantes e uma programação artística intensa, com repertório que exalta a diversidade cultural local por meio da pluralidade da dança contemporânea.

Espetáculos do CDA

“Cabanagem” – Apropria-se da essência da revolta popular homônima onde negros, índios e mestiços insurgiram contra a elite política na região Norte do Brasil, no período regencial, e utiliza a linguagem do coreógrafo Mário Nascimento para traduzir o espírito de resistência, luta, revolta e preservação das culturas de determinado local. Diversas batalhas fizeram com que o movimento ficasse marcado pela violência. A duração é de 45 minutos.

“A Sagração da Primavera” – Retrata a visão fugaz de um ritual pagão eslavo, no qual uma jovem dança até a morte, como oferta ao Deus da Primavera. Com música magistral de Igor Stravinsky, a encenação foi concebida originalmente por Vaslav Nijinsky para a companhia Ballets Russes, do empresário Sergei Diaghilev e, tanto música como coreografia, revolucionaram a arte desde então. Duração de 36 minutos.

“Milongas” – É um trabalho de dança contemporânea que funde as técnicas de balé clássico e de tango. Apresentado pela primeira vez em 2010, o espetáculo foi remontado com novo formato e vem ressaltar a contemporaneidade dos estilos, unindo o tango tradicional com o eletrônico e a dança de salão com a dança contemporânea, sem perder a essência das milongas, que surgiu como estilo musical e como dança em Andaluzia (Espanha), no fim do século XIX, tornando-se popular no subúrbio de Montevidéu e Buenos Aires. Mais tarde, a milonga foi absorvida pelo tango. Duração: 45 minutos.

Fonte: A Critica

Corpo de Dança do AM realiza temporada de apresentações em Pernambuco

Corpo de Dança do AM realiza temporada de apresentações em Pernambuco/Foto: Bárbara Umbra/Divulgação

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