Teus olhos de Capitu – outros retalhos e alguns poemas | Casarão de Ideias
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Teus olhos de Capitu – outros retalhos e alguns poemas

Teus olhos de Capitu – outros retalhos e alguns poemas

O segundo livro de Sálvia Haddad, intitulado “Teus Olhos de Capitu – Outros retalhos e alguns poemas”, já está em fase final de diagramação e deve sair ainda neste segundo semestre do ano. Como escritora, ela experimenta atualmente um misto de alegria e ansiedade por ver seu mais novo “filho” dar seus primeiros passos.

Por trás desse regozijo, uma confissão: no momento da escrita de cada texto da nova obra, Sálvia foi movida por diferentes sentimentos. A inspiração para sua literatura, em verdade, faz valer um ditado já bem antigo: das situações mais complicadas, nascem as coisas mais belas.

Teus Olhos de Capitu – Outros retalhos e alguns poemas” é o sucesso de “Mel e Fel – Retalhos de Vida“, este, lançado em 2013. “O “primogênito” traz 29 crônicas sobre variados assuntos, criadas antes, durante e logo após uma tragédia pessoal que afetou profundamente sua família de – a morte de seu marido, vítima de câncer aos 36 anos de idade. A escrita passou a ser sua forma de lidar com o luto.

O momento de desespero aos poucos foi dando lugar à conformação e superação apenas atingida pelo tempo. E hoje é sinônimo de boas lembranças e muito amadurecimento. A escritora entende, no entanto, que a vida não é um ra de rosas. Outros problemas surgem e outra forma de vivê-los também. O aprendizado é permanente.

Aos poucos foi nascendo o material de “Teus Olhos de Capitu – Outros retalhos e alguns poemas”. A nova obra traz mais crônicas e também marca a estreia da amazonense na poesia, algo que aconteceu de forma espontânea, como tudo na vida literária de Sálvia Haddad.

“Não foi um processo consciente”, como a própria autora descreve. “Não foi nada do tipo ‘vou escrever poesia’. Não. Até porque escrever aconteceu de maneira muito espontânea na minha vida, eu nem tinha consciência do gênero que escrevia”, rememora. Apenas após a conversa com um amigo, também escritor amazonense, que ela passou a dar-se conta da sua capacidade de transitar por estes dois braços da literatura.

“Ele me perguntou se eu escrevia poesia e eu respondi que não, pois achava que poesia era algo metrificado , com várias regras. Então ele me disse: “Não, existe a poesia em verso, mas existem também a poesia em prosa. E a poesia seria o quê? Uma explosão de sentimentos. Ela não é a sua opinião sobre um fato e sim um sentimento muito forte que você descreve em palavras”, conta, citando a conversa.

Depois disso, Sálvia conseguiu identificar os textos que seguiam esta linha e pôde visualizar a nítida diferença as crônicas e a poesia.

“Eu acho que o sofrimento de uma maneira geral, é muito propício para a poesia. Pode vir de várias situações, temas comuns a todos nós. Os seres humanos sofrem basicamente pelas mesmas questões: a paixão não correspondida, o amor que acabou numa relação, a morte, a angústia relacionada a contextos familiares, a amizade perdida, etc. Tudo isso é material para a poesia”, elenca a escritora. “já a crônica é diferente. É a perspectiva do autor sobre algo do cotidiano, às vezes até um desabado, mas com uma informalidade e leveza que geralmente que geralmente não há na linguagem literária tradicional.”

O sentimento inspirador pode até vir de forma inesperada, mas o modus operandi de Sálvia é muito específico:

A escritora frisa que gosta de escrever à noite, no silêncio e acompanhada apenas de uma xícara de café.

Afirma não ter uma lista fechada com nomes de escritores que lhe servem de referência, preferindo apontar os trabalhos que mais lhe apetecem, independente do autor.

Enquanto espera “Teus Olhos de Capitu – Outros retalhos e alguns poemas” ser liberado pela Editora Chiado, ela escreve todas as terças-feiras em seu blog (www.salviahaddad.com.br) sobre literatura e diversos temas que lhe despertam interesse.

Com relação ao seu futuro na escrita, Sálvia refere não criar expectativas em relação ao gênero que irá se debruçar. Cronicas, poesia ou outra vertente literária, não importa: com base em suas experiências passadas, ela sabe que esse processo é espontâneo.

“Não sou fã de romances. Não gosto dessa coisas colorida em que todo mundo se dá bem no final e tudo acaba em casamento, como se o casamento fosse o final feliz, e na minha opinião, é apenas o começo. A questão é que gosto mais de realidade, biografias, livros de história, coisas concretas. Eu posso em algum momento da minha vida até explorar outro gênero. Mas nunca será de forma intencional”.

Salvia Haddad - Teus olhos de Capitu - outros retalhos e alguns poemas

Salvia Haddad – Teus olhos de Capitu – outros retalhos e alguns poemas

por : Loyana Camelo

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